Mais de 635 milhões de estudantes continuam sendo afetados pelo encerramento total ou parcial das escolas no mundo todo, alerta o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.
Durante os períodos em que as escolas ficaram encerradas devido à pandemia, mais de 370 milhões de crianças em todo o mundo ficaram sem receber refeições, sendo que para muitas, a alimentação escolar é a única fonte segura de nutrição diária.
O chefe de Educação do Unicef, Robert Jenkins, declarou que em março, a pandemia completará dois anos e segundo ele, o nível de perdas para a escolaridade das crianças chega a ser “insuperável”.
O representante da agência da ONU vai além, defendendo que apenas reabrir escolas não é suficiente: é preciso apoiar os estudantes de forma intensiva, para que os alunos reconstruam sua saúde física e mental. Em países de rendas baixa e média, até 70% dos alunos de 10 anos de idade têm dificuldades para ler ou entender um texto simples, sendo que antes da pandemia, o índice era de 53%.
A agência menciona o Brasil, onde em vários estados, 3 entre 4 crianças da segunda série do ensino fundamental estão atrasadas com a leitura. Também em alguns estados brasileiros, 10% dos estudantes entre 10 e 15 anos de idade afirmaram que não planejam retornar à escola quando as salas de aula reabrirem.
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