As mudanças climáticas tornaram 30 vezes mais provável que a seca extrema que atingiu a amazônia de junho a novembro de 2023 acontecesse. O fenômeno El Niño, que normalmente provoca a falta de chuvas na região, foi um fator menos importante.
As conclusões são de uma análise divulgada na semana passada, pelo WWA (World Weather Attribution), grupo de cientistas especializados na chamada ciência da atribuição, que estuda eventos climáticos. Os estudos de atribuição, com base em modelos climáticos, comparam a probabilidade de ocorrência de um evento no mundo atual -ou seja, na presença da crise climática, já 1,2°C mais quente- e com o clima anterior à Revolução Industrial, sem o aumento da temperatura provocado pela ação humana.
Impulsionada pela falta de chuvas e as altas temperaturas, a Bacia Amazônica ainda sofre os reflexos da seca histórica que atingiu a região no último ano, afetando milhões de pessoas. Alguns rios chegaram a atingir os níveis mais baixos em mais de 120 anos, incêndios florestais se espalharam em meio à vegetação seca, houve interrupção na produção de energia e mais de 150 botos morreram devido ao calor.
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