Em 9 de julho de 1932, São Paulo viveu a eclosão da Revolução Constitucionalista, movimento armado contra o governo provisório de Getúlio Vargas, instalado após a Revolução de 1930. O levante teve ampla adesão de setores da sociedade paulista, incluindo advogados, professores, estudantes e lideranças civis.
O país vivia um cenário de centralização política, ausência de uma Constituição em vigor e funcionamento irregular das instituições representativas. Nesse contexto, a Faculdade de Direito de São Paulo, no Largo de São Francisco, tornou-se um dos principais centros simbólicos da mobilização. Das Arcadas saíram nomes que ajudaram a dar ao movimento uma dimensão jurídica e política, associada à defesa da legalidade, da autonomia federativa e da convocação de uma Assembleia Constituinte.
Conheça alguns personagens jurídicos ligados à Revolução Constitucionalista de 1932.
Francisco Morato: nome importante é Francisco Morato, advogado, professor e liderança política paulista. Ele esteve entre os docentes da Faculdade de Direito que assinaram manifestação enviada aos alunos nas trincheiras, em agosto de 1932. Na mensagem, os professores afirmavam confiança na vitória da "causa da lei e da liberdade", expressão que sintetizava o sentido atribuído ao movimento por parte do meio jurídico paulista.
Em 10 de agosto, o Largo abrigou a primeira sede da organização civil MMDC, criada após a morte de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, episódio que se tornou um dos símbolos da Revolução. Entre suas atividades, o grupo oferecia treinamento militar e articulava a mobilização civil em defesa da Constituição.
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