O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal (PF) envie ao tribunal as conversas de WhatsApp entre a vereadora Marielle Franco e o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da parlamentar e do motorista Anderson Gomes. As mensagens fazem parte da investigação da PF, que identificou Rivaldo, Chiquinho e Domingos Brazão como os autores intelectuais do crime. Os três estão presos desde março de 2024.
A decisão também inclui no processo trocas de mensagens de Barbosa com o general Richard Nunes, ex-secretário de Segurança do Rio, e com delegados envolvidos na investigação do caso. A defesa do delegado alega que as conversas mostram sua atuação para cobrar resultados da apuração, sem interferências políticas em sua nomeação como chefe da Polícia Civil. Além disso, Moraes determinou a anexação do inquérito sobre a morte do ex-policial André Zóio, morto por envolvimento com milícias, crime atribuído a Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle.
A defesa de Barbosa tenta ligar Ronnie Lessa ao ex-vereador Cristiano Girão, acusado de mandar matar André Zóio, para afastar qualquer envolvimento do delegado no assassinato da vereadora. Zóio e sua namorada foram mortos em um ataque semelhante ao que vitimou Marielle e Anderson, levantando suspeitas sobre a atuação de grupos de extermínio e milícias no Rio de Janeiro. As novas provas podem influenciar o desdobramento do caso, que segue em análise no STF.
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