O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que a megaoperação Dakovo, realizada pela Polícia Federal (PF) nessa terça-feira (5) desestrutura a logística de tráfico de armas de duas grandes facções brasileiras.
“Eu quero assinalar a importância estratégica disso no combate ao crime organizado no Brasil. O presidente Lula definiu como prioridade, para o Ministério da Justiça, a ação contra a logística do crime organizado. Daí o foco em portos, aeroportos e fronteiras. E o outro eixo a descapitalização: tirar dinheiro do crime organizado”, afirmou.
Segundo o ministro da Justiça, a megaoperação teve início na Bahia, e as autoridades conseguiram determinar que as armas tinham a mesma origem.
Sobre a Dakovo – Nessa terça (5), a PF deu início a uma megaoperação contra um grupo suspeito de negociar a compra e venda de 43 mil armas para os chefes das maiores organizações criminosas do país em três anos. Os agentes cumpriram 17 mandados de busca e apreensão no Brasil, e 21 no Paraguai. Cinco pessoas foram presas no Brasil, e 14 no país vizinho.
Um dos presos foi o general Arturo Javier González Ocampo, ex-comandante da Força Aérea do Paraguai. Ele estava em sua casa, no país vizinho. Segundo apuração do Grupo de Investigações Sensíveis da Bahia (Gise), com coordenação da PF de Brasília, o alvo comprava armas fabricadas em países como Croácia, Turquia, Republica Tcheca e Eslovênia, para vender a criminosos brasileiros. No entanto, antes da venda, os itens passavam pelo Paraguai.
A PF diz que 43 mil armas foram contrabandeadas para o Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC). Esse esquema movimentou R$ 1,2 bilhão, segundo as investigações.
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