Movimentos populares e entidades de agroecologia criticaram a postura do governo em relação à produção de alimentos saudáveis e redução de agrotóxicos, em reunião do Conselho Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) realizada nesta quinta-feira (18), no Palácio do Planalto. As críticas foram intensificadas após o adiamento do lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), devido à recusa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em incorporar o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) no plano.
O coordenador-executivo da ONG Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA) Paulo Petersen, lamentou a intransigência do Mapa, destacando que o plano havia sido elaborado com a participação de diversos setores, incluindo técnicos do próprio ministério. O coordenador do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) Cássio Trovatto, enfatizou que a postura radical do Mapa é inédita e surpreendeu os membros da Câmara Interministerial sobre Agricultura e Produção Orgânica (CIAPO).
A representante da Articulação Nacional de Agroecologia Flávia Londres, anunciou que a CNAPO continuará a trabalhar pelo lançamento do Planapo e confirmou que uma reunião extraordinária da CIAPO será convocada para buscar um entendimento entre os ministérios, afirmando que lançar o Planapo sem atender às demandas da sociedade seria um grande equívoco.
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