A Mineração BBX do Brasil e a empresa asiática Southern Alliance Mining (SAM) formalizaram um acordo para avaliar a viabilidade técnica e comercial da extração de terras raras em Apuí. O projeto, que já se encontra em fase de licenciamento ambiental, foca na produção de minérios essenciais para a indústria tecnológica global. A parceria prevê desde o intercâmbio de informações até a possível criação de uma joint venture para a inserção desses produtos no mercado internacional.
O depósito identificado em Apuí é considerado um dos mais ricos do mundo, com 41,5% de pureza em elementos magnéticos como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Esses minerais são indispensáveis para a fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas e eletrônicos de ponta. Segundo o diretor-presidente da BCM, Andrew Reid, a colaboração une o potencial geológico brasileiro à experiência operacional da SAM para garantir eficiência no desenvolvimento do projeto.
Para minimizar os impactos na floresta, as empresas planejam utilizar a técnica de lixiviação in situ (ISR). O método consiste na injeção de soluções químicas diretamente no solo por meio de poços, recuperando os elementos sem a necessidade de escavações ou remoção de grandes volumes de terra. Essa tecnologia, já consolidada em depósitos de argila iônica na Ásia, é apresentada como uma alternativa mais sustentável em relação aos métodos de mineração tradicional.
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