O presidente da Argentina, Javier Milei, disse na sexta-feira, 2, perante o Congresso que irá a fundo com as suas reformas ultraliberais "com ou sem o apoio da dirigência política". A declaração foi dada em seu discurso de abertura das sessões legislativas.
"As nossas convicções são inalteráveis, vamos pôr as contas públicas em ordem com ou sem a ajuda do resto da dirigência política", disse o presidente, garantindo que se o Congresso não aprovar as suas reformas, usará "todos os recursos legais do poder executivo nacional".
"Quando encontrarmos um obstáculo, não vamos voltar atrás, vamos continuar acelerando", disse o presidente entre aplausos. "Se o que procuram é conflito, terão conflito", acrescentou.
Milei resumiu as medidas tomadas em seus primeiros 82 dias de mandato, nos quais implementou ajustes fiscais draconianos. Ao aumento acelerado dos preços dos alimentos e dos medicamentos somou-se a retirada dos subsídios nos serviços públicos, o que provocou um ajuste abrupto nas tarifas.
Aos argentinos, que sofrem com uma inflação de mais de 250% na comparação anual e uma pobreza que atinge mais de 50% da população, "peço paciência e confiança", disse o presidente.
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