O mercado voluntário de créditos de carbono enfrentou desafios em 2024, com a crise de credibilidade em algumas metodologias e mudanças nas estratégias de sustentabilidade de empresas. Mesmo assim, o valor das negociações no mercado primário permaneceu estável entre US$ 1,4 bilhão e US$ 1,5 bilhão, abaixo dos números de 2022. A recuperação foi impulsionada por avanços internacionais e novos padrões de qualidade, incluindo o Artigo 6 do Acordo de Paris.
No Brasil, a aprovação da lei que regula o mercado de carbono e cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) é considerada crucial para fortalecer a governança e garantir a confiança em projetos como reflorestamento e REDD+. A expectativa é que, em 2025, o mercado comece a se recuperar, com maior diversificação de compradores e investimentos em tecnologias como captura direta de carbono (DAC) e bioenergia com captura de carbono (BECCS).
A expansão do mercado dependerá da regulamentação do SBCE e da melhoria nas metodologias de geração de créditos. Com a validação de novos projetos e a adequação aos rigorosos padrões de qualidade, como o Core Carbon Principles (CCP), o Brasil pode contribuir com até 15% da demanda global por créditos de carbono até 2050.
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