Essa criatura impressionante media incríveis 72 centímetros e pesava cerca de 450 g. A gigantesca libélula foi nomeada Meganeuropsis permiana e dominou os céus durante a era Paleozoica, do Carbonífero Superior ao Permiano Superior, aproximadamente entre 317 e 247 milhões de anos atrás.
Acredita-se que nem todas eram do mesmo tamanho, então os paleontólogos não descartam a possibilidade da existência de exemplares com uma envergadura ainda maior. Entretanto, encontrar outros espécimes fossilizados de Meganeuropsis permiana é um desafio. Isso se deve à extrema raridade de fósseis de insetos, uma vez que essas criaturas, desprovidas de ossos não fossilizam da mesma maneira que mamíferos, peixes, pássaros e répteis.
Os cientistas afirmam que a Meganeuropsis permiana atingia o dobro do tamanho do maior inseto contemporâneo, o inseto-palito Dryococelus australis. Além disso, explicam que seu imponente porte estava diretamente ligado ao clima quente e seco da época, assim como à elevada concentração de oxigênio na atmosfera. À medida que essas condições se modificaram, muitas espécies desapareceram, e outras se adaptaram tornando-se menores.
Existem alguns motivos para os animais terem reduzido de tamanho ao longo da evolução. Inclusive, por isso não temos muitos fósseis de insetos gigantes como a Meganeuropsis. Isso porque animais menores muitas vezes conseguem encontrar e aproveitar recursos alimentares mais facilmente, especialmente em ambientes onde a competição por comida é intensa.
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