O Governo de Marrocos negou ter iniciado procedimentos de confisco de instalações da Embaixada da Argélia e afirmou que este tipo de instalações continua a ser respeitada, embora recorde que já não goza de qualquer “privilégio” diplomático por parte do Rompimento de relações decretado em agosto de 2021.
O Ministério das Relações Exteriores da Argélia denunciou domingo "comportamentos provocativos e hostis" que incluíam "um projeto que visa confiscar os pertences da Embaixada do Estado argelino em Marrocos", ao qual Rabat respondeu garantindo que se trata de "alegações infundadas".
As autoridades marroquinas esclareceram que apenas discutiram com as autoridades argelinas o futuro de um edifício não utilizado adjacente à sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Rabat, fruto de uma operação de expansão que também afetou os escritórios diplomáticos nos últimos anos.
Neste sentido, acrescentaram que a Argélia foi "devidamente informada" de todas as fases, em virtude de contatos iniciados em janeiro de 2022 e nos quais, segundo o governo do Marrocos, já foi oficialmente manifestado um primeiro desejo de aquisição das instalações.
O Governo marroquino garantiu que o cônsul-geral da Argélia participou em pelo menos quatro reuniões sobre esta questão e foram enviadas oito cartas oficiais à Argélia, que por sua vez respondeu com pelo menos cinco. Em duas destas cartas, as autoridades argelinas teriam confirmado que estavam a examinar o caso, embora todo o processo estivesse num “beco sem saída”.
Fonte: com informações da Agência Reuters
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