O deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM) criticou as manobras usadas para aprovar a proposta de emenda constitucional que cria e amplia benefícios sociais em ano eleitoral como o Auxílio Brasil de R$ 600.
Marcelo Ramos cita a sessão relâmpago convocada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas), na quinta-feira (7), que durou apenas um minuto. “Foi uma formalidade para contar prazo e permitir a votação”, disse.
Arthur Lira também cancelou a convocação do ministro Anderson Torres (Justiça) porque o presidente da Comissão de Direitos Humanos não deu tempo destinado ao líder da banca evangélica, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), antes de encerrar a votação.
“Nós estamos fissurando o arcabouço institucional que busca garantir equilíbrio no processo democrático eleitoral. Abrir a sessão às 6h da manhã e impedir a palavra de um líder apenas para contar prazo é avacalhação do processo legislativo” disse Marcelo Ramos, em sessão na comissão especial.