A falta de chips vem forçando paralisações parciais de produção em mais fábricas de aparelhos eletrônicos no Brasil. No mês passado, 15% dos fabricantes de produtos eletrônicos tiveram que parar parte da produção por falta de componentes eletrônicos.
De acordo com a Abinee, a associação que representa o setor, o dado corresponde ao maior porcentual de paradas forçadas desde que a entidade começou a questionar mensalmente seus associados sobre os impactos da crise de abastecimento.
Em cada dez fábricas de aparelhos eletrônicos que utilizam semicondutores na produção, sete (73%) têm dificuldade para encontrá-los no mercado. A expectativa de metade delas é de que o fornecimento volte ao normal até o fim do ano.
Ainda conforme a sondagem da Abinee, 26% das fábricas da indústria de produtos eletroeletrônicos estão com estoques de componentes abaixo do normal. Para o órgão, a desorganização provocada pela pandemia nas cadeias de produção seguirá exigindo atenção neste ano, já que não se espera tão cedo uma solução à falta de componentes.
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