A castração é um procedimento muito importante para a saúde de cães e gatos, que contribui para a prevenção de doenças, diminuição do hábito de marcar território, gestações indesejadas, entre outras coisas que também impactam a Saúde Pública. Mas, e quanto aos animais em situação de rua, como é possível identificar os que já estão esterilizados? É aí que entra um dos procedimentos realizados dentro do método CED.
Já falamos sobre o método por aqui, mas, se você ainda não viu, a sigla CED significa capturar, esterilizar e devolver os animais aos ambientes urbanos e, na maioria das vezes, o procedimento visa gatos semi-ferais e abandonados. A fim de evitar que o mesmo animal já castrado passe por todo o estresse – novamente – de captura, ida à clínica e sedação, os médicos-veterinários que realizam a castração dentro do CED fazem um “picote” em uma das orelhas, enquanto o animal ainda está inconsciente. Essa “marcação” serve para identificar os que já passaram pelo procedimento, mesmo que à longa distância.
O gestor ambiental, especialista em tratamento ecologicamente correto de ambientes com presença de gatos domésticos de vida livre, Eduardo Pedroso, comenta que cada etapa do método CED cumpre um protocolo. “A marcação de orelha está inserida na segunda etapa: a esterilização. É durante esse procedimento que o médico-veterinário utiliza uma tesoura cirúrgica para fazer um corte reto de meio centímetro na orelha do gato, esse corte deve ser feito do topo para a base da orelha”, aponta.
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