O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, que o nome que indicará ao Supremo Tribunal Federal (STF) é uma "coisa tão" dele que não quer "repartir" com ninguém, nem ter pressão sobre a escolha. Como mostrou a Coluna do Estadão, Lula teria comunicado a ministros da Corte que vai formalizar a indicação do advogado Cristiano Zanin nos próximos dias, ainda nesta semana. Zanin atuou na defesa do presidente na Lava Jato.
"Isso é uma coisa tão minha que não quero repartir com ninguém", disse Lula, ao ser questionado por jornalistas sobre sua indicação ao Supremo. A declaração foi feita pelo presidente no Palácio do Itamaraty ao chegar para um almoço em homenagem ao dirigente da Venezuela, Nicolás Maduro.
O nome de Zanin deve ser enviado nesta semana ao Senado para ocupar a cadeira deixada em 11 de abril por Ricardo Lewandowski. Cabe à Casa sabatinar o indicado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois, aprovado ou não, o postulante ao cargo é posto à chancela do plenário. Para a aprovação final, é necessária a maioria simples de votos - ou seja, 41 dos 81 senadores.
Como mostrou o Estadão, Lula ignorou pressões e já estava decidido a indicar Zanin para o Supremo. O presidente manifestou a convicção em conversas com vários interlocutores e não escondeu a contrariedade com os fortes ataques a Zanin por parte de petistas.
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