Em Kasan, a presidência russa do BRICS anunciou a aprovação da entrada de 13 novos países no bloco, incluindo Turquia, Indonésia, Bielorrússia, Cuba, Bolívia, Malásia, Uzbequistão, Cazaquistão, Tailândia, Vietnã, Nigéria, Uganda e Argélia. No entanto, esses países entrarão como "parceiros", com participação limitada e sem direito a voto.
O Brasil, sob a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não se opôs à expansão, mas vetou informalmente a inclusão da Venezuela e da Nicarágua. O governo brasileiro defende que novos integrantes do BRICS sejam aceitos com critérios claros, embora tenha cedido à pressão da China para a ampliação do bloco em 2023.
O BRICS, criado em 2009 com Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, já havia ampliado sua composição no ano passado, incluindo Etiópia, Irã, Egito e Emirados Árabes Unidos como membros plenos. O ingresso da Arábia Saudita ainda não foi formalizado, e a Argentina decidiu reverter sua adesão após a eleição do presidente Javier Milei.
Durante o encontro, Lula enfatizou a importância econômica do BRICS e defendeu a cooperação global em meio a crises, sem abordar diretamente a questão da ampliação. Ele também comentou sobre os conflitos no Oriente Médio e a situação na Ucrânia, destacando a necessidade urgente de paz e colaboração entre as nações.
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