Sob a liderança dos Estados Unidos, a aliança Five Eyes, composta também por Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Reino Unido, acusou formalmente a China de recrutar agressivamente militares ocidentais, tanto da ativa quanto da reserva, para treinar aviadores do Exército de Libertação Popular (ELP).
A acusação surge após investigações realizadas pelos países do grupo, agora consolidando-se em uma denúncia formal. O comunicado conjunto das cinco nações foi emitido pelo Gabinete da Diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, destacando a seriedade da situação.
De acordo com o documento, empresas privadas na China e na África do Sul estão sendo utilizadas para intermediar as negociações entre os militares ocidentais e as Forças Armadas chinesas. Os primeiros casos de recrutamento foram identificados em 2019, mas a denúncia ganhou maior proporção em 2022, quando o governo britânico revelou que Beijing estava oferecendo até US$ 270 mil (cerca de R$ 1,42 milhão na época) a cada piloto ou ex-piloto ocidental de caças militares em troca de treinamento aos aviadores chineses.
Este esquema de recrutamento tem levantado preocupações significativas entre os países ocidentais sobre a transferência de conhecimentos e táticas militares sensíveis para a China, potencialmente fortalecendo suas capacidades aéreas. A denúncia pelo Five Eyes marca um esforço conjunto para enfrentar e expor estas atividades, buscando proteger seus interesses de segurança nacional.
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