Outro continente perdido, além de Atlântida, atiça o imaginário biogeológico. A terra de Lemúria, idealizada pelo zoólogo Philip Sclater em 1864, ligaria a ilha de Madagascar à Índia.
O continente foi uma proposta de explicação à presença de fósseis de lêmures nesses dois países, mais especificamente nas regiões hoje chamadas Afrotropical e Indomalaia.
A origem de Lemúria
O lêmure, para Sclater, não se encaixava na sua própria divisão de seis áreas biogeográficas: Paleártica, Etíope (hoje Afrotropical), Indiana (hoje conhecida como Indomalaia), Australásia, Neártica e Neotropical.
Por isso, surgiu a teoria de que a Lemúria teria existido e ligado os indivíduos das diferentes regiões. Entretanto, o continente teria afundado e sido coberto pelo Oceano Índico — uma história similar à de Atlântida.
As curiosidades envolvendo a terra, no entanto, vão além disso. O biólogo Ernst Haeckel sugeriu, em 1870, que o continente também seria a origem da espécie humana.
Ele rejeitava a hipótese darwinista da origem africana da humanidade e apontava a Índia como seu berço. A Lemúria seria, então, a resposta aos "elos perdidos" em registros fósseis dos primeiros seres humanos.
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