Um muro construído com contêineres na fronteira entre Estados Unidos e México que corta um vale do Arizona, uma das regiões de maior biodiversidade da América do Norte, será desmantelado, após uma batalha judicial.
O muro, que exigiu 915 contêineres ao custo de cerca de US$ 90 milhões, foi erguido na Floresta Nacional de Coronado, no sudoeste dos Estados Unidos, lar de espécies ameaçadas de extinção, como jaguatiricas e onças-pintadas. Sob pressão legal, o governador chegou a um acordo judicial com o governo federal na quarta-feira, 21. A decisão concede prazo até 4 de janeiro para a retirada dos contêineres.
Antes do muro de Ducey, a fronteira EUA-México era demarcada neste vale de imponentes encostas por cercas de arame presas por cruzes de madeira, uma barreira física com menos de dois metros de altura que poderia passar despercebida a uma certa distância. Agora, duas fileiras de contêineres bloqueiam os cursos d'água e arruínam a paisagem de tirar o fôlego. A única migração que consegue interromper, afirmam os ambientalistas, é a dos animais, que precisam circular para sobreviver.
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