A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, determinou a devolução de R$ 10.055 pagos a juízes e servidores do Judiciário estadual a título de auxílio-alimentação. A medida segue uma decisão do corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, que suspendeu o pagamento do benefício. Os juízes devem devolver o valor em parcela única, enquanto os servidores poderão fazer o pagamento de forma parcelada, com desconto em folha.
A suspensão ocorreu após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) questionar a adoção de um valor excepcional para o auxílio em dezembro. A presidente do TJ-MT havia anunciado que, a partir de janeiro de 2025, o valor do vale alimentação seria de R$ 2.055 por mês. O benefício excepcional, que envolvia um custo de R$ 51,8 milhões, alcançou 323 magistrados e 4.835 servidores do estado.
Em 2023, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso teve um dos maiores custos com magistrados do país, ficando em segundo lugar, com uma média de R$ 116.622 mensais por juiz. O custo médio com servidores também foi elevado, totalizando R$ 22.313 por servidor, refletindo o alto impacto financeiro do Judiciário estadual, que teve despesas totais de R$ 2,47 bilhões no ano passado.
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