A Câmara Eleitoral do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ) declarou que o candidato da oposição Edmundo González cometeu desacato e alertou que a sua conduta “acarreta sanções previstas na ordem atual”, de acordo com o conteúdo lido por Caryslia Rodríguez ontem (22).
A decisão do TSJ, organização controlada pelo governo chavista, responde a um contencioso apelo eleitoral apresentado no início de agosto pelo presidente Nicolás Maduro, dias depois do polêmico anúncio que lhe deu a vitória nas eleições presidenciais.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), no entanto, não apresentou resultados detalhados por centro e estação de voto.
Rodríguez destacou durante a sentença que González não compareceu a nenhuma das fases do processo de perícia realizado pelo TSJ. “Não cumpriu a ordem desta instância máxima da jurisdição eleitoral contenciosa da República Bolivariana da Venezuela, nem o registro dos editais, da lista de testemunhas ou de qualquer material eleitoral, consequentemente desrespeitou o mandato em franco desrespeito pela autoridade judicial, demonstrando a sua relutância em aderir à ordem constitucional”, leu.
Ao anunciar a perícia, Rodríguez alertou que “todos os representantes são devida e formalmente convocados, os quais deverão cumprir a devida ordem judicial”. Mas González decidiu não comparecer à convocatória do TSJ porque afirma que não cabe a esse órgão decidir sobre os assuntos do Poder Eleitoral, que nunca terminou a contagem de todos os votos.
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