Estudante do terceiro ano do ensino médio e moradora de Bequimão, no Maranhão, Kelcy como é chamada pelos amigos faz parte de um grupo de adolescentes que vem transformando suas realidades e territórios por meio da participação cidadã, da escuta ativa e da luta por justiça climática e direitos de crianças e adolescentes.
“Se eu não tivesse entrado no coletivo, acho que eu seria só mais uma adolescente invisibilizada, como tantas outras por aqui.” É assim que Kelciane Pereira Oliveira, 17 anos, resume o impacto que o coletivo BoraVer tem em sua vida. Ela entrou para o coletivo com apenas 12 anos, a convite da mãe. “Eu nem sabia o que era o coletivo. Fui numa reunião e logo estavam falando de mudanças climáticas. Eu nem entendia direito, mas já senti que era um lugar importante”, lembra. Desde então, nunca mais parou. Aos 14, já assumia papéis de liderança.
Hoje, é uma das principais vozes do BoraVer coletivo que nasceu como um Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA), vinculado ao Selo UNICEF, e que reúne cerca de 60 adolescentes do município. Mais do que uma experiência pessoal, a trajetória de Kelciane mostra como o engajamento de adolescentes em seus territórios é capaz de gerar mudanças reais para si e para a comunidade.
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