O Governo de Israel interrompeu a entrada de todos os bens e suprimentos na Faixa de Gaza neste domingo e alertou sobre “consequências adicionais” caso o grupo terrorista Hamas não aceite uma nova proposta para estender o cessar-fogo na guerra.
Segundo o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, a interrupção da ajuda humanitária foi tomada com o apoio dos Estados Unidos, maiores aliados dos israelenses. Os EUA não se manifestaram oficialmente sobre o caso até a última atualização desta reportagem.
O Hamas acusou Israel de tentar sabotar o acordo de cessar-fogo existente e afirmou que a decisão de cortar a ajuda humanitária é uma "chantagem barata, um crime de guerra e um ataque flagrante" à trégua, que entrou em vigor em janeiro após mais de um ano de negociações. Até o momento, ambas as partes evitaram declarar oficialmente o fim do cessar-fogo.
O grupo terrorista também exigiu que os mediadores do conflito, Egito e Catar, intervenham na decisão israelense. O ministro das Relações Exteriores egípcio, Badr Abdelatty, condenou o uso da ajuda e a fome em Gaza como uma arma de punição coletiva, o que não pode ser aceito ou permitido. Abdelatty também disse que o Egito continua esforços para iniciar negociações para a segunda fase do acordo de cessar-fogo em Gaza.
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