por Emerson Medina
Inconformados com a suspensão do julgamento do ‘Marco Temporal’ elo Supremo Tribunal Federal (STF) que pode limitar a demarcação de terras para povos originários do País, indígenas fizeram uma grande manifestação na manhã desta sexta-feira (27) em frente ao Palácio do Planalto.
O julgamento que deveria ter ocorrido no decorrer desta semana foi adiado para ser retomado no dia 1º de setembro, quarta-feira.
Os cerca de 6 mil indígenas acampados em Brasília, decidem agora, quantos permanecerão até a próxima semana.
Pela tarde, as delegações iniciaram a produção da Carta Final do acampamento indígena, conforme detalhou o assessor da Federação dos Povos Indígenas do Alto, Médio e Baixo Purus (Focip) e presidente do Conselho Deliberativo Fiscal da Organização do Povos Indígenas APurinã- Jamamadi do Sul do Amazonas, Marcos Apurniã. “Com a leitura da Carta Final nós vamos definir quais delegações ficam até o dia 1º de setembro. Muitas delegações são do Sul, Sudeste e Centro-Oeste e esses devem continuar, mas também teremos a marcha das mulheres guerreiras no dia 7 de setembro, com delegações também de outros países, então estamos decidindo quem continua no acampamento até quarta-feira”.
Marcos Apurinã expressou o clima entre as delegações diante do julgamento do Marco Temporal. “ Todos estão muito quietos e preocupados com a suspensão da votação do STF. Essa PL ameaça se aprovado, mais de 800 terras indígenas já demarcadas”, disse. Reação Na manifestação da manhã desta sexta-feira, a multidão levava cartazes e um caixão com os inimigos da pauta indígena, os grileiros, o garimpo ilegal, as madeireiras ilegais, entre outros.
O ato incomodou o presidente da República Jair Bolsonaro que em uma rede social criticou a manifestação feita por “esse tipo de gente”. O perfil oficial do presidente no Twitter postou: “Este tipo de gente quer voltar ao Poder com ajuda daqueles que censuram, prendem e atacam os defensores da liberdade e da CF (Constituição Federal)”, disse.
por Emerson Medina.
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