Um estudo divulgado pelo Estação de Pesquisa Tanguro do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), revela que incêndios recorrentes podem alterar ainda mais a estrutura e o funcionamento do ecossistema. A pesquisa observou as consequências do efeito indireto do fogo nas florestas amazônicas, especificamente no que diz respeito ao aumento da herbivoria.
O relatório do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD) do instituto, destaca ainda que o desmatamento contribui para a diminuição da regeneração das florestas amazônicas.
De acordo com o professor e pesquisador adjunto do Departamento de Biologia Geral da Universidade Federal de Viçosa (UFV ), Lucas Paolucci, fogo é capaz de degradar as florestas não só matando árvores, mas reduzindo a predação de artrópodes herbívoros.
“Um dos motivos pelos quais a herbivoria aumentou foi a perda de espécies de formigas predadoras nas florestas queimadas – havia apenas cerca de 55% do número de formigas se comparado às florestas não queimadas”, explica.
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