Principal motor do crescimento da ocupação ao longo dos trimestres de retomada da economia, as vagas consideradas informais perderam espaço na geração de empregos no segundo trimestre, mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE). O total de trabalhadores informais, de 39,286 milhões, foi recorde desde que o IBGE começou a agregar essas informações, no quarto trimestre de 2015, mas o crescimento desacelerou.
Na comparação com o primeiro trimestre, 1,084 milhão de trabalhadores passaram a atuar na informalidade. Como o crescimento total de ocupados foi de 2,994 milhões de vagas, na mesma base de comparação, os trabalhos informais responderam por 32,6% da expansão em um trimestre. Na comparação com um ano antes, são 3,524 milhões a mais de ocupações tidas como informais.
Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, ao longo da retomada após a economia ser atingida em cheio pela pandemia de covid-19, as vagas informais chegaram a responder por "quase 80%" da expansão total da ocupação.
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