O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) decidiu restringir o uso agrícola do inseticida tiametoxam, após a conclusão da reavaliação ambiental do produto, que foi iniciada em 2012.
O órgão ambiental proibiu a pulverização (aérea e terrestre não dirigida) do defensivo agrícola por considerar o risco de causar danos às abelhas e demais insetos polinizadores pela deriva do produto. O Ibama manteve, no entanto, a permissão de uso localizado no solo do tiametoxam, por esguicho ou gotejo, para as culturas de abobrinha, café, cana-de-açúcar, melão, melancia e pepino. A substância também poderá ser utilizada para o tratamento de sementes de algodão, amendoim, arroz, cevada, feijão, girassol, milho, soja, sorgo e trigo. Para o tomate, será permitida a aplicação na bandeja de mudas e esguicho.
Devido ao risco ambiental, o Ibama excluiu diversas culturas que anteriormente podiam ser tratadas com a substância com algum desses métodos, como batata, cebola, citrus, eucalipto, pastagens, uva, entre outros. O Ibama determinou que as empresas produtoras de defensivos que contêm o tiametoxam deverão incluir, em até 180 dias, avisos nos rótulos e nas bulas que os produtos são tóxicos às abelhas e que a pulverização aérea deles é proibida.
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