O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multas que somam R$ 100 milhões a proprietários rurais de Corumbá (MS), acusados de provocarem incêndios florestais que devastaram o Pantanal. As queimadas atingiram uma área de aproximadamente 333 mil hectares, espalhando-se por 135 propriedades, sendo considerada a maior destruição já registrada no bioma, de acordo com o órgão federal.
O fogo, que teve início em junho em vegetação nativa típica do Pantanal, levou 110 dias para ser controlado pelas equipes do Prevfogo, em um esforço conjunto da União, Estado e voluntários. A intensa seca e as condições climáticas adversas da região dificultaram a contenção das chamas.
A identificação da origem do incêndio foi possível após quase um mês de investigações. As áreas afetadas foram embargadas para permitir a regeneração natural da vegetação destruída. Em resposta ao aumento das queimadas, a Presidência da República decretou um aumento nas multas para desestimular o uso do fogo no manejo de terras. Os responsáveis pelas propriedades multadas não tiveram seus nomes divulgados pelo Ibama.
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