Uma falha de dia zero no Chrome foi explorada por hackers ligados ao governo da Coreia do Norte durante mais de 30 dias, conforme comunicado divulgado pela Google nessa quinta-feira (24). A detecção dos invasores pelo Threat Analysis Group (TAG) da companhia ocorreu em fevereiro, mas eles já atuavam desde o início de janeiro.
Aproveitando a brecha de execução de código remoto, os cibercriminosos lançaram diversas campanhas maliciosas contra empresas sediadas nos Estados Unidos. Companhias dos setores de informática, comunicações, financeiro e de criptomoedas foram os alvos principais.
Conforme a gigante de Mountain View, um dos ataques teve 250 funcionários de firmas de comunicação e TI como vítimas. Eles receberam e-mails de phishing supostamente enviados por recrutadores da Disney, Google e Oracle, oferecendo empregos atrativos que obviamente não existiam — as mensagens continham links que, quando clicados, levavam a páginas fraudulentas.
Já a outra campanha descoberta pelo TAG foi direcionada a organizações especializadas em criptoativos e fintechs, afetando 85 indivíduos. Os invasores comprometeram ao menos dois sites legítimos de empresas dessas áreas, além de terem distribuído apps de criptomoeda maliciosos.
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