Se Jack Philips soubesse que estava prestes a fazer parte de um dos maiores naufrágios da História, ele talvez tivesse dado mais atenção aos seis alertas climáticos que recebeu ao longo do dia 14 de abril de 1912.
Porém, é claro que o telegrafista nem duvidava do futuro trágico que estava diante de si (ele foi uma das muitas vítimas do episódio), e por isso deixou-se ocupar pelas muitas mensagens de passageiros que repassava através dos canais de rádio do transatlântico.
As mensagens negligenciadas, que posteriormente revelariam sua sombria importância, alertavam para a presença de imensos pedaços de gelo no trecho do Oceano Atlântico que o RMS Titanic estava prestes a atravessar.
A despeito dos avisos, todavia, o navio não reduziu sua velocidade — o que, embora tenha sido considerado uma imprudência, não era incomum na época. Isso porque navios dependiam essencialmente de sua tripulação nas partes elevadas do navio para localizar os icebergs e evitar que esses atingissem a luxuosa embarcação. Infelizmente, a escolha de não se precaver custou muito caro àqueles viajantes. Foi nesse momento que foi cometido o erro fatal que afundou o navio inafundável.
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