Princesa Isabel foi a segunda filha — a primeira menina — de Dom Pedro II. Herdeira do imperador, ela foi batizada como Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga em 15 de novembro de 1846 durante uma cerimônia no Rio de Janeiro.
Casou-se com Gastão d'Orléans, o Conde d'Eu — com quem teve quatro filhos — em 1864. No dia 14 de novembro de 1921, há exatos 100 anos, então, a Princesa Imperial, já aos 75 anos, faleceu após perder seus herdeiros Antônio Gastão e Luís Maria Filipe.
Entre o Rio e Petrópolis, na residência de verão, Isabel e a irmã Leopoldina recebem aulas da aia e condessa de Barral. Aos 14 anos, Isabel presta juramento de manter a religião católica, observar a constituição política do país e ser obediente às leis e ao pai imperador.
Para celebrar seu casamento com o francês Gastão de Orleans, o conde D'Eu, Isabel pede ao pai que dez escravos do palácio fossem libertados. Ela caiu de amores pelo marido, diferentemente do povo brasileiro, que temia ser governado por um estrangeiro.
Na primeira das três regências, Isabel era ainda uma jovem insegura de 25 anos fazendo o que tinha certeza de que o pai faria. Neste ano, aprova a Lei do Ventre Livre, que libertava os filhos de escravas, mas permitia que o senhor fizesse uso deles até 21 anos.
Muito pressionada a gerar herdeiros, dá à luz a menina natimorta Luísa Vitória. Ao longo de sua história, sofre dois abortos e tem três meninos: Pedro, Luís e Antônio, enterrando os dois últimos ainda em vida. Antônio morreu em 1918 e Luís em 1920.
Em 1888, a monarca passa a se apresentar publicamente como contrária ao regime escravo e, em sua derradeira regência, alia-se à ala abolicionista de Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e André Rebouças. No domingo, 13 de maio, Isabel oficializa o fim da escravidão.