A greve que está paralisando parte da produção das gigantes automobilísticas General Motors, Ford e Stellantis nos Estados Unidos já se estende por quatro dias consecutivos, conforme anunciou o sindicato dos trabalhadores (United Auto Workers - UAW). O líder da entidade, Shawn Fain, alertou que convocará greves em mais fábricas se a Ford, General Motors e Stellantis não conseguirem fazer "progressos sérios" em direção a um acordo até sexta-feira (22).
"Os trabalhadores do setor automotivo esperaram o suficiente para acertar as coisas nas três grandes (montadoras). Não estamos esperando e não estamos brincando. Portanto, meio-dia de sexta-feira, dia 22 de setembro, é um novo prazo", disse Fain em um vídeo divulgado online.
Os protestos tiveram início nas primeiras horas da manhã de sexta-feira (15), nas fábricas da Ford, localizada no Michigan, da GM, no Missouri, e da Stellantis, em Ohio, que produz carros da Jeep, além de ser a controladora de marcas como Citroën, Chrysler, Fiat, Peugeot e RAM.
A Stellantis aumentou sua oferta no sábado (16), com aumentos de 20% no salário ao longo de um contrato de quatro anos e meio, incluindo um reajuste imediato de 10%, em consonância com as propostas da GM e da Ford. Contudo, essas propostas representam apenas metade do aumento salarial de 40% exigido pelo sindicato até 2027, incluindo um reajuste imediato de 20%.
No domingo (17), Fain citou que os presidentes das montadoras de veículos tiveram aumentos salariais de 40% nos últimos quatro anos e que isso seria a razão pela qual os trabalhadores mereciam reajuste similar.
Representantes da Ford e da Stellantis, no Brasil, asseguram que a greve não deve impactar o fornecimento de veículos para o país. No entanto, Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford América do Sul, revela que a filial brasileira da empresa está acompanhando de perto a situação. A GM do Brasil ainda não se pronunciou sobre a situação.
Nos EUA, as montadoras responderam às greves com demissões temporárias. A Ford anunciou na sexta-feira que demitiu temporariamente cerca de 600 trabalhadores não grevistas em sua fábrica em Michigan. A General Motors disse que cerca de 2.000 trabalhadores em sua fábrica de Fairfax Assembly, no Kansas, podem ficar desempregados esta semana, até que a produção seja retomada.
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