As greves de hoje em países como Inglaterra, País de Gales e Escócia, representam o maior dia de mobilização sindical do Reino Unido em mais de uma década. Até meio milhão de pessoas participaram nesta quarta-feira (1) de uma greve coordenada envolvendo professores, funcionários públicos, pessoal da força de fronteira e maquinistas.
A greve de grandes proporções também revela um 2023 que começa turbulento para governos antitrabalhadores em toda a Europa. Em janeiro, sindicatos de toda a França também paralisaram o país contra a reforma previdenciária do governo de Emmanuel Macron. São governos que, mal começaram, já são impopulares e podem sofrer novos reveses com o avanço da inflação e do desemprego.
O movimento de protesto contra o projeto de reforma da previdência da França se intensificou no segundo dia de mobilização, na terça-feira (31). A CGT estima que eram 2,8 milhões em toda a França, contra 2 milhões em 19 de janeiro. O Ministério do Interior contabilizou 1,272 milhão de manifestantes (contra 1,12 milhão em 19 de janeiro). Uma afluência que ultrapassa ligeiramente a medida no pico da mobilização de 2010 (1,25 milhões de manifestantes). Com isso, a base do governo Macron rachou e começa a discutir concessões, segundo o jornal Le Monde.
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