Mesmo após operações como a ‘Prensa’, que em agosto de 2024 destruiu 459 balsas de garimpo ilegal, incluindo 100 em Terras Indígenas, a exploração no rio Madeira, no estado do Amazonas, segue preocupante. De acordo com o Greenpeace, quase cinco meses depois, o órgão utilizou imagens de radar SAR (Synthethic Aperture Radar), captadas pelo satélite Sentinel 1, para detectar um novo aglomerado de 130 balsas, mostrando a resiliência da atividade garimpeira na região.
As dragas de garimpo foram detectadas por meio de 12 alertas distintos. Desses, 7 correspondem a balsas agregadas em operação, enquanto os outros 5 referem-se a balsas em deslocamento ou ancoradas. As embarcações foram registradas na região do Rio Madeira entre os municípios de Novo Aripuanã e Humaitá.
Há mais de quatro décadas, o Rio Madeira, um dos principais afluentes do Amazonas, é alvo de uma exploração ilegal de ouro que ameaça o equilíbrio ambiental e social da região.
Em nota, o Ibama afirmar que “destruiu 1.222 balsas e dragas no Estado do Amazonas, sendo 800 no referido rio, entre 2023 e 2024. Para 2025 seguem os planejamentos para realização de Operações contra o garimpo ilegal em toda a Amazônia, particularmente em Áreas Protegidas como Terras Indígenas e Unidades de Conservação Federais”.
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