O interventor da segurança do Distrito Federal nomeado pelo governo Lula (PT) determinou reforço da segurança e decidiu fechar a parte principal da Esplanada dos Ministérios nessa quarta-feira (11) devido à ameaça de novas manifestações golpistas três dias depois dos atos violentos em Brasília, que tiveram invasão dos prédios do Palácio do Planalto, do STF e do Congresso.
Além disso, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que as autoridades públicas do país impeçam quaisquer tentativas de ocupação ou bloqueio de vias públicas, rodovias, espaços e prédios públicos por manifestantes golpistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A ordem, que prevê prisão e multa, foi dada em resposta a um pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), que alertou o ministro a respeito da chamada "Mega manifestação nacional pela retomada do poder", convocada por bolsonaristas após os ataques às sedes dos Três Poderes.
O interventor Ricardo Cappelli afirmou que dois atos foram previstos em Brasília, sendo um próximo ao Palácio do Buriti e outro na Esplanada dos Ministérios. "A gente vai fazer barreira de revista, bloqueio a partir da avenida Sarney, onde não será permitida a presença de manifestantes", disse Cappelli, em entrevista coletiva.
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