O governo italiano negou acusações de espionagem ilegal de jornalistas e ativistas usando tecnologia de vigilância militar, mas confirmou que ao menos sete telefones de cidadãos italianos foram infectados com spyware. O caso envolve software da empresa israelense Paragon Solutions, especializado em cibertecnologia, que foi identificado pelo WhatsApp como responsável pela vigilância.
O ministro Luca Ciriani explicou que o governo tem um contrato com a Paragon Solutions para coleta de informações relacionadas à segurança nacional, mas afirmou que a privacidade é rigorosamente respeitada. Ele também garantiu que uma investigação está sendo conduzida pela Agência Nacional de Cibersegurança e que ações judiciais poderão ser tomadas contra quem fizer acusações infundadas.
Os jornalistas Francesco Cancellato e Luca Casarini foram alvos da espionagem. Cancellato, editor do site Fanpage, acredita que os hackers estavam interessados em suas investigações sobre políticos de extrema-direita, enquanto Casarini, ativista de resgate no Mediterrâneo, havia criticado publicamente o apoio do governo italiano às patrulhas líbias. Ambos foram alertados pelo WhatsApp sobre a infiltração em seus dispositivos.
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