Soldados filipinos ergueram suas armas em resposta a uma ação provocativa da China nas proximidades de uma base militar no Mar da China Meridional, uma área disputada por várias nações. O incidente, que exacerbou ainda mais as tensões na região, ocorreu em 19 de maio, mas os detalhes foram divulgados recentemente, conforme relata a agência Reuters.
Embarcações da Guarda Costeira chinesa assediaram novamente uma missão de reabastecimento de Manila. A missão tinha como objetivo levar suprimentos a uma base militar improvisada em Second Thomas Shoal, um banco de areia reivindicado pelas Filipinas. A base militar é um antigo navio encalhado e ocupado por militares filipinos, que está no centro da disputa territorial.
A China, que reivindica a área como parte de seu território nas Ilhas Spratly, tem pressionado Manila para remover a embarcação. Diante da recusa filipina, a Guarda Costeira chinesa intensificou o assédio às missões de reabastecimento.
O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas das Filipinas, Romeo Brawner, confirmou o incidente, mas contestou a versão chinesa dos fatos. “Foi apenas uma preparação para autodefesa caso algo acontecesse, porque eles estavam muito próximos”, explicou Brawner, classificando as ações da Guarda Costeira chinesa como “provocativas”.
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