O governo brasileiro confirmou que não pretende prorrogar novamente a isenção de vistos para turistas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, que voltará a ser exigida a partir de 10 de abril. A decisão, prevista em decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segue a recomendação do Ministério das Relações Exteriores, que avalia que a isenção, em vigor desde 2019, não resultou em um aumento significativo no fluxo de visitantes desses países.
A medida tem gerado resistência no setor do turismo, mas o governo afirma que está trabalhando para facilitar a emissão dos documentos, garantindo um processo digital e ágil. Segundo o Ministério do Turismo, a ideia é que o visto eletrônico seja concedido em até 24 horas, sem necessidade de deslocamento aos consulados. Dados da ONU Turismo indicam que medidas de facilitação como essa podem elevar em até 25% a entrada de estrangeiros no Brasil.
Enquanto isso, deputados da oposição tentam adiar a retomada da exigência, com um projeto de decreto legislativo em tramitação na Câmara. O texto já está em regime de urgência, mas depende da decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser levado à votação. A isenção de vistos para esses países foi implementada unilateralmente no governo Bolsonaro e já havia sido estendida duas vezes desde 2023.
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