O secretário da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), Tadeu Alencar, disse que o governo vai, ao fim do prazo de recadastramento de armas na Polícia Federal, rastrear quem tiver deixado de cumprir a medida. Para ele, quem descumprir a determinação, presente em normas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é possivelmente movido por motivos obscuros.
Até a última quarta (22), houve o recadastramento na PF de 699.495 armas de pessoas com registro de CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador).
Ao todo, o governo estima que haja cerca de 800 mil armas que foram adquiridas por CACs a partir de maio de 2019.
Alencar lidera o grupo, com representantes do governo e da sociedade civil, que discute uma nova política de armas para o país. Enquanto o novo texto está em discussão, as regras válidas são de um decreto publicado por Lula em 1º de janeiro.
"Aqueles que tiveram acesso a 50 armas de uso restrito e uso permitido [no governo Bolsonaro] e recadastraram cinco armas, por exemplo, ou não recadastraram nenhuma... é óbvio que nós queremos saber onde estão essas armas. Esse é o nosso motivo de maior preocupação porque, seguramente, alguém que opta por ter uma arma irregular deve ter alguma razão obscura para desejar ficar assim."
O secretário não indicou quais penalidades seriam aplicadas às pessoas que forem pegas com armas em situação irregular após o prazo de recadastramento.
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