O Governo Federal começa pelo estado do Amapá a aplicação do primeiro Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) construído para atender aos povos indígenas. A ação é coordenada pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Serão beneficiadas cerca de 400 famílias, em 65 aldeias, nas Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminã, dos povos Karipuna, Galibi Marworno, Palikur Arukwayene e Galibi Kali’na, localizadas no município de Oiapoque (AP), extremo norte do Brasil.
O Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural Socioambiental para Famílias de Povos Indígenas do Oiapoque (Ater Indígenas do Oiapoque) resulta de um pedido do Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO) à Anater. A demanda surgiu com objetivo de combater a chamada “praga da mandioca” ou “vassoura de bruxa”, causada pelo Rhizoctonia theobromae. O fungo foi identificado posteriormente pelas equipes da Embrapa Amapá e da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), já como ação resultante da articulação junto ao Governo Federal.
O cacique Gilmar Nunes André, agente ambiental e agente de Ater Indígena, vai integrar a equipe contratada para programa. Ele conta como surgiu a praga da mandioca.
“A gente ficou apavorado. Ninguém sabia o que era. As mandiocas começaram a morrer dentro das nossas roças. A mandioca, a farinha, era uma renda nossa”, recorda ele, destacando o grande esforço para recuperar a produção. Hoje, a comunidade busca renda de outras formas, como na venda de açaí e de artesanato, para comprar alimentos.
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