Uma equipe do Governo do Tocantins liderada pelo secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Marcello Lelis, juntamente com o presidente do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Renato Jayme, realizaram na manhã desse sábado (04), uma visita ‘in loco’ à cidade de Lavandeira para investigar denúncias de crime ambiental em uma área nas Serras Gerais, região sudeste do Tocantins, na divisa com o estado da Bahia.
A ação foi determinada pelo governador Wanderlei Barbosa, que cobrou ações imediatas dos órgãos competentes para avaliar a extensão dos danos ambientais e buscar uma solução rápida para o problema, inclusive com a identificação e punição dos culpados. Os órgãos ambientais baianos e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já foram acionados pelo Governo do Tocantins.
A equipe sobrevoou as áreas da cabeceira do Rio Palma entre os municípios de Aurora do Tocantins e o Riacho Bartolomeu, afluente da bacia do Rio Palma na região do Mosquito.
O presidente do Naturatins, Renato Jayme, ressaltou o trabalho do instituto nessa ação. “O nosso principal foco é identificar onde está a causa do problema se isso é reincidente. Vamos fazer um relatório robusto, consistente, com dados e informações sobre a questão do impacto na qualidade da água, os resíduos e todas as evidências que a gente puder coletar. O que já podemos antecipar é que o código florestal estabelece uma distância de 100 metros para as áreas de preservação permanentes em bordas, chapadas e tabuleiros. Porém, neste caso, nossas equipes constataram que essa distância não foi respeitada, descumprindo a legislação".
O presidente da ONG Voz Ambiental, Bernardino Rodrigues, um dos responsáveis por realizar a denúncia do crime ambiental nos órgãos estaduais, relatou que a principal preocupação é com a comunidade ribeirinha que vive próximo à área afetada.
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