Monday, 08 de June de 2026
29/04/2024   15:00h - Mundo

Governo de Portugal nega que vá assumir custos da colonização e da escravidão

Chamado de caipira pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, em jantar com jornalistas estrangeiros, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, descartou, por meio de nota, qualquer possibilidade de o país assumir custos para compensar as ex-colônias pela exploração excessiva, pela escravidão e por outros crimes cometidos durante o período colonial. “A propósito da questão da reparação a esses Estados e aos seus povos pelo passado colonial do Estado português, importa sublinhar que o Governo atual se pauta pela mesma linha dos Governos anteriores. Não esteve e não está em causa nenhum processo ou programa de ações específicas com esse propósito”, destacou no documento divulgado ontem.

 

Na mesma nota, o governo português ressaltou que o país tem feito gestos e lançado programas de “cooperação de reconhecimento da verdade histórica com isenção e imparcialidade". Assinalou, ainda, que a linha a ser seguida é a de sempre, ou seja, “o aprofundamento das relações mútuas, o respeito pela verdade histórica e a cooperação cada vez mais intensa e estreita” para a “reconciliação de povos irmãos”. Quando falou em reparação pelos crimes cometidos nas ex-colônias, o presidente de Portugal não especificou prazos nem como se daria o processo. Ele foi duramente criticado pelos partidos de direita por conta dessas declarações.

 

Neste domingo, Luís Montenegro, não quis se pronunciar sobre o tema da reparação pelo passado colonial português. Ele ressaltou que o que tinha para ser dito estava na nota divulgada na véspera pelo governo.

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