A Armênia deu um passo importante em sua aproximação com o Ocidente, ao aprovar oficialmente um projeto de lei que dá início ao processo de adesão à União Europeia (UE). O governo do país anunciou a decisão ontem (09), e o projeto será agora encaminhado ao parlamento para análise. O primeiro-ministro Nikol Pashinyan alertou que o processo não será rápido e dependerá, ainda, de um referendo popular.
Em paralelo, o ministro das Relações Exteriores da Armênia, Ararat Mirzoyan, informou que o país poderia firmar uma nova parceria com a UE nos próximos meses, com a possibilidade de liberalização de vistos. A decisão ocorre em um momento em que a Armênia tem aprofundado suas relações com o Ocidente e se distanciado progressivamente de Moscovo, apesar de sua dependência econômica e militar da Rússia.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reconheceu que a adesão à UE é um direito soberano da Armênia, mas destacou que o país não poderá fazer parte da União Econômica Eurasiática (EAEU) se se tornar membro da União Europeia. O caminho para a adesão pode ser complexo e demorado, como já foi o caso de outros países da antiga União Soviética, com exceção de Estônia, Letônia e Lituânia, que já conseguiram integrar a UE.
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