No dia 16 de fevereiro, uma draga de garimpo de grande porte foi avistada subindo o rio Juruá, atravessando os municípios de Juruá e Carauari, uma das regiões mais conservadas da Amazônia.
Na noite de 26 de fevereiro a mesma embarcação foi avistada no município de Itamarati. O caso foi denunciado ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o apoio da Polícia Militar, abordaram, após denúncias, a balsa no dia 19 de fevereiro, na área urbana do município de Carauari (AM).
Os servidores do ICMBio constataram que os diversos utensílios e ferramentas encontradas na embarcação são incompatíveis com atividades de pesquisa, sendo geralmente utilizados em garimpagem. Processos de requerimentos de lavra garimpeira na região do Juruá estão em tramitação na Agência Nacional de Mineração (ANM). Mas, de acordo com informações públicas disponíveis no sistema da própria agência, nenhum deles está autorizado até o momento. A exploração mineral na região é, portanto, uma atividade ilegal.
Com informações da OPAN
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