Grupos politicamente minoritários, incluindo mulheres, negros, LGBTQIA+ e indígenas, têm buscado aumentar sua representatividade no Poder Legislativo brasileiro. No entanto, alguns desses grupos ainda enfrentam desafios significativos na conquista de cadeiras parlamentares e, por isso, dependem de apoios específicos.
Este é o caso das comunidades quilombolas, que, atualmente, não têm um representante direto no Congresso Nacional e, portanto, têm se esforçado para instalar uma Frente Parlamentar que os represente e lhes proporcione um espaço de visibilidade e atuação política.
A Frente Parlamentar Mista em Defesa das Comunidades Quilombolas foi inicialmente instalada em 2019, durante a legislatura anterior. O deputado federal Bira do Pindaré (PSB-MA) coordenou a frente, mas não conseguiu se reeleger.
Durante seu mandato, Bira do Pindaré se destacou ao se opor à remoção de cerca de 350 famílias quilombolas de Alcântara (MA), um território importante para a ampliação do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), comandado pela Aeronáutica e destinado a aluguel para operações internacionais, uma das prioridades do governo Jair Bolsonaro.
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