O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vem atuando com mais intensidade na Terra Indígena Yanomami (TIY) desde fevereiro de 2023. Com pouco mais de um mês de posse, o governo federal se deparou com uma crise humanitária indígena consequente do avanço extremo do garimpo ilegal no país, principalmente na TIY. Com a entrada dos invasores, os indígenas tiveram seus rios e terras contaminados. Sem água, alimento, e reprimidos pelo crime, adoeceram, muitos morreram. Estima-se que quase 20 mil garimpeiros ilegais atuavam na TIY.
O governo federal instituiu então uma força-tarefa para retirar os garimpeiros e atender as comunidades indígenas com ações emergenciais de assistência à saúde dos povos, que estavam em condições de subnutrição ou afligidos por doenças infecciosas. A força-tarefa envolveu Ibama, Polícia Federal, Funai, Força Nacional e outros órgãos de governo.
Uma das ações do Ibama para a retirada dos invasores foi realizar o bloqueio do fluxo de suprimentos para a mineração ilegal (combustível, alimentos, antenas de internet), visando inviabilizar a permanência dos garimpeiros; e a apreensão e destruição da infraestrutura para mineração ilegal.
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