A 16ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP16) foi retomada nesta terça-feira (25) na sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro, que segue até o dia 27, busca avançar nas negociações sobre o financiamento para conservação e uso sustentável da biodiversidade.
A primeira rodada, realizada em Cali, na Colômbia, entre outubro e novembro de 2024, terminou sem consenso entre os mais de 190 países participantes sobre valores e mecanismos para financiar ações globais de preservação ambiental. Apesar dos impasses financeiros, a COP16 avançou na criação do Fundo Cali, que prevê a destinação de parte dos lucros de indústrias que utilizam recursos naturais, e no estabelecimento de um acordo histórico sobre o compartilhamento de benefícios do uso de informações genéticas.
Os países mais ricos, que ainda incentivam atividades prejudiciais à biodiversidade, são pressionados a aumentar seu compromisso com o financiamento ambiental. Outro ponto de debate é a necessidade de aprimoramento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), principal instrumento financeiro da biodiversidade, e a criação de novas ferramentas, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado pelo Brasil.
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