Monday, 08 de June de 2026
13/05/2024   11:15h - Polícia

FBI intensifica combate a agentes estrangeiros dentro dos EUA

Os Estados Unidos foram palco, nos últimos anos, de uma série de operações secretas conduzidas por agentes supostamente a serviço de nações estrangeiros. As ações são cada vez mais sofisticadas e até violentas, um problema que levou o FBI, a polícia federal norte-americano, a estabelecer uma grande operação de repressão, com dezenas de suspeitos levados á Justiça. As informações são da agência Associated Press (AP).

 

China e Irã são as nações que mais preocupam o Departamento de Justiça dos EUA, mas não as únicas. A Índia, um país aliado, recentemente protagonizou um caso, com uma equipe de assassinos contratados para eliminar um separatista sikh que é uma pedra no sapato do primeiro-ministro indiano Narendra Modi. O FBI agiu a tempo de salvar a vida de Gurpatwant Singh Pannun, que vive em Nova York.

 

A perseguição chinesa no exterior quase sempre conta com o suporte de estabelecimentos criados por Beijing originalmente como centros de apoio a cidadãos da China no exterior. Porém, a ONG Safeguard Defenders passou a denunciar o uso desses locais como verdadeiras estações de polícia, voltadas a ajudar na repatriação de indivíduos perseguidos pelo Estado.

 

Beijing também tem o hábito de recrutar chineses no exterior para perseguir compatriotas que exigem democracia no país ou em Hong Kong ou membros de minorias étnicas como a dos uigures, vítimas de uma violenta perseguição também em território chinês.

 

A campanha de repatriação conduzida com o apoio dessas delegacias por vezes ignora as leis e a soberania das nações anfitriãs, com as autoridades chinesas usando métodos escusos, que vão contra as normas de direitos humanos, para fazer valer sua própria legislação mesmo no exterior. Um recente relatório da ONG indica que episódios assim foram registrados em 56 países e dois territórios chineses, estes Macau e Hong Kong.

 

O Irã, por sua vez, é acusado de recrutar estrangeiros para fazer o serviço sujo. Cidadãos do Leste Europeu que integram uma quadrilha nos EUA teriam sido escolhidos para matar um jornalista e ativista iraniano que vive em Nova York e contesta as violações dos direitos humanos por Teerã.

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