A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda manteve a projeção de crescimento do PIB para 2026 em 2,3%. No entanto, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi revisada de 3,6% para 3,7%, refletindo o impacto direto da alta nos preços do petróleo e a volatilidade do câmbio causadas pelo conflito no Irã, que o governo brasileiro espera ser temporário.
Embora a guerra no Oriente Médio pressione a inflação, o governo destaca que o Brasil pode ser beneficiado financeiramente pelo choque nos preços do óleo. A expectativa é de um incremento de R$ 21,4 bilhões na receita líquida e um impacto positivo de US$ 2,5 bilhões na balança comercial, devido ao aumento da arrecadação com royalties e ao estímulo à atividade extrativista nacional.
Apesar do otimismo com a arrecadação, a Fazenda alerta que o crescimento econômico poderá ser freado por uma possível reação nos juros para conter a inflação. A SPE ressaltou que, se o conflito se tornar persistente ou disruptivo, a pressão sobre os preços será ainda mais intensa, exigindo resiliência para que o país mantenha a meta do resultado primário e o crescimento sustentado.
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