Monday, 08 de June de 2026
11/04/2025   09:00h - Meio Ambiente

Exploração ilegal de madeira dispara e ameaça florestas na Bacia do Xingu

A exploração ilegal de madeira se firmou como uma das maiores ameaças à Bacia do Xingu, especialmente em Terras Indígenas e Unidades de Conservação do Corredor de Áreas Protegidas. Segundo o relatório Desafios de Proteção na Bacia do Xingu – panorama 2025, da Rede Xingu+, mais de 620 km de estradas clandestinas foram abertas somente em 2024, facilitando a retirada de madeiras nobres e a entrada de outros crimes ambientais, como grilagem e garimpo. Os impactos incluem florestas degradadas, morte de peixes, igarapés represados e comunidades em risco.

 

Baseado em dados do Sirad X, do INPE e do MapBiomas, o estudo detalha os danos causados em áreas como o Território Indígena do Xingu, a Terra Indígena Baú e a Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio. Além da destruição ambiental, o relatório aponta prejuízos à saúde, educação e segurança das comunidades locais, com aumento da violência e da presença de armamentos pesados em territórios indígenas.

 

Apesar do cenário preocupante, o relatório destaca avanços na redução do desmatamento nos últimos dois anos, impulsionados por políticas como o PPCDAm e operações de fiscalização. A Bacia do Xingu registrou uma queda de 46% no desmatamento — o menor índice da década. Também houve redução na grilagem e no garimpo, especialmente após ações de desintrusão nas Terras Indígenas Apyterewa e Trincheira Bacajá, contribuindo para proteger os 26 povos indígenas e centenas de comunidades ribeirinhas que habitam a região.

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